Dudu busca anular condenação de R$ 50 mil ao usar renúncia de R$ 25 milhões ao Palmeiras
Dudu e Leila Pereira, então presidente do Palmeiras, tiveram a relação desgastada nos últimos meses da passagem do atacante pelo clube, culminando em disputa judicial após a saída de Dudu.
Em dezembro de 2024, o Palmeiras rescindiu antecipadamente os contratos de trabalho e de exploração de imagem de Dudu. De acordo com a defesa do jogador, ele aceitou o encerramento e renunciou à indenização compensatória estimada em cerca de R$ 25 milhões.
A rescisão ocorreu após negociação com o Cruzeiro, que manifestou interesse na contratação. A proposta inicial do clube mineiro girava em torno de R$ 21 milhões, valor inferior ao que Dudu teria deixado de receber ao aceitar a rescisão, segundo a defesa.
Com a transferência concluída, Leila Pereira fez críticas públicas ao atleta. Dudu reagiu nas redes sociais com uma publicação dirigida à dirigente, contendo a expressão "VTNC". A mensagem tornou‑se o ponto central da ação judicial movida pela presidente alviverde.
A primeira decisão da Justiça condenou Dudu ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais, valor bem abaixo dos R$ 500 mil inicialmente pleiteados pela presidente do Palmeiras.
A defesa interpôs recurso por meio de um documento de 47 páginas, questionando a interpretação da publicação. Os advogados sustentam que a mensagem deve ser analisada no contexto das declarações anteriores de Leila e da relação já desgastada entre as partes.
Dudu requer a anulação da condenação e, alternativamente, a redução da indenização. Os R$ 25 milhões que ele afirma ter renunciado ao deixar o Palmeiras são usados como argumento para contestar a alegação de que a transferência teria causado prejuízo ao clube.
Com informacoes de Terra.

