Dólar cai abaixo de R$ 5,10 pela primeira vez em 3 pregões, enquanto real não brilha entre moedas emergentes

Por Ronaldo Batista Souza em Rio Verde, GO 09/08/2026 14:03
Dólar cai abaixo de R$ 5,10 pela primeira vez em 3 pregões, enquanto real não brilha entre moedas emergentes

Foto: via Seu Dinheiro

A sexta-feira (7) trouxe um alívio para a cotação do dólar frente ao real, mas o desfecho da primeira semana de agosto não permitiu que a moeda brasileira figurasse entre as campeãs de valorização no mercado emergente.

O dólar à vista encerrou o dia em queda firme de 0,46%, cotado a R$ 5,0836, marcando o retorno para baixo do patamar de R$ 5,10 pela primeira vez após três pregões. Apesar da recuperação verificada nas últimas sessões, a moeda norte-americana encerrou os cinco primeiros pregões de agosto com uma leve valorização de 0,26%.

Essa semana foi marcada pela publicação de dados de emprego nos EUA, que não foi tão animador quanto previsto. O mercado esperava que os empregos crescidassem em 230 mil, mas a realidade foi de apenas 104 mil vagas criadas. Além disso, a taxa de desemprego recuou de 4,2% para 4,1%, em função do encolhimento da taxa de participação no mercado de trabalho.

De acordo com o economista-chefe internacional do ING, James Knightley, o payroll fraco reforça a previsão de uma pausa prolongada pelo Federal Reserve (Fed) no corte de juros. No entanto, ele alerta que o cenário ainda está em aberto, pois os próximos indicadores de preços tendem a exercer influência ainda maior sobre o veredito final do banco central norte-americano.

Os próximos eventos importantes incluem o relatório de emprego e duas leituras de inflação, além do Simpósio de Jackson Hole. É importante lembrar que o mercado projeta mais de 50% de chances de uma elevação de juros em outubro.

A perda de força do dólar foi global. O índice DXY, que compara a moeda norte-americana a uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,37% por volta das 17 horas, aos 99.563 pontos, após bater a mínima de 99.402 pontos.

Por que o real não brilhou na semana? Mesmo com o ambiente global de busca por risco abrindo espaço para a valorização de divisas emergentes, o real não teve forças para figurar no topo dos ganhos. O tropeço do real no acumulado semanal é explicado por três fatores: o comportamento do petróleo, a tensão diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos e a prudência ligada ao Comitê de Política Monetária (Copom).

Embora a commodity tenha subido cerca de 1% na sexta-feira (7), os contratos fecharam a semana com queda, pressionados por expectativas de um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz.

A tensão diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos alimentou a cautela dos investidores. Além disso, o mercado manteve postura defensiva antes da decisão do Banco Central, que confirmou na quarta-feira (5) o corte de 0,25 ponto porcentual na Selic, levando a taxa básica para 14% ao ano.

Com informacoes de Seu Dinheiro.

Ronaldo Batista Souza

Sobre o Autor: Ronaldo Batista Souza

Dinho é o especialista em dinheiro do MOTNAF.NEWS. Vive de olho na economia, nos benefícios e em tudo que mexe com o seu bolso — se envolve grana, ele está de plantão. Acompanha o PIX, o Bolsa Família, o INSS, o FGTS e os investimentos com o cuidado de quem entende do assunto. Do salário mínimo à Bolsa de Valores, nenhuma novidade passa batido. Explica o complicado de um jeito simples, sem economês chato pra ninguém ficar perdido. Mostra o que muda na prática e como você pode cuidar melhor do seu dinheiro. Seu compromisso é te ajudar a não perder prazo, direito nem oportunidade. Sempre ágil, traz a informação certa na hora certa. Cada matéria é feita pensando em quem quer o bolso mais tranquilo. É MOTNAF.NEWS, é economia de verdade.