Da Magia à Sedução 2 diverte e emociona, ainda que não alcance o status de obra‑prima
Estreada nesta semana, "Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor" – popularmente conhecida como "Da Magia à Sedução 2" – retoma a história das irmãs Owens com o mesmo elenco principal que protagonizou o filme original de 1998, dirigido por Susanne Bier.
O longa conta com Sandra Bullock e Nicole Kidman nos papéis de Sally e Gillian Owens, respectivamente, e ainda reúne as atrizes Dianne Wiest e Stockard Channing, que retornam como as tias Franny e Jetty. A sequência surpreende ao trazer de volta o elenco quase três décadas depois, apesar de o primeiro filme não ter sido bem‑recebido na sua estreia.
A trama baseia‑se na saga dos Owens, escrita por Alice Hoffman em uma série de livros, na qual um poder mágico especial é transmitido de geração em geração, mas vem acompanhado de uma terrível maldição: se uma das mulheres da família se apaixona e tem o sentimento correspondido, o parceiro morre de forma trágica. A solução, portanto, seria evitar qualquer história de amor.
No novo filme, Sally – agora duas vezes viúva – esconde os poderes de suas filhas, que estudam na universidade, e decide não se envolver mais em romances. Porém a jovem Kilye (interpretada por Joey King) declara seu amor ao namorado Gideon (Xolo Maridueña) e, logo em seguida, ele sofre um acidente, reativando a ameaça da maldição.
Para tentar anular a maldição e garantir um amor duradouro aos pombinhos, Kilye viaja até a cidade das ancestrais na Inglaterra. Sally e Gillian a seguem e pedem auxílio ao charmoso e tatuado professor Ian Wright (Lee Pace), especialista em magia sombria.
A casa da família serve de cenário para momentos de celebração, com margaritas à meia‑noite, poções, bíblias e um ambiente aconchegante que destaca a diversão de mulheres em ambientes íntimos, sem a necessidade de trabalho ou cuidados externos.
Entretanto, o filme também apresenta piadas prontas e diálogos redundantes, como a cena exagerada em que as protagonistas americanas arrastam malas desproporcionalmente grandes pelas escadas de prédios ingleses. Apesar disso, a presença de Dianne Wiest e Stockard Channing é tão forte que as cenas com as tias poderiam ter sido mais bem aproveitadas.
Na nova geração, Joey King e Maisie Williams imprimem personalidade própria aos personagens Kilye e a irmã mais nova, ao mesmo tempo em que lembram as interpretações de Gillian e Sally no filme de 1998. Gideon, por sua vez, é retratado como um jovem gentil, mas que perde parte de sua graça ao longo da narrativa.
Em comparação, "Da Magia à Sedução 2" difere de sequências como "O Diabo Veste Prada 2", que continuou um filme campeão de bilheteria. Enquanto a primeira obra não alcançou grande sucesso comercial, a nova produção aposta na nostalgia, nos laços femininos e na magia para encantar o público, reforçando o encanto histórico do cinema de registrar a passagem do tempo.
Com informacoes de Folha de S.Paulo.

