Corinthians Pagou R$ 6,9 Milhões à Incentiva e Não Divulgou Sorteio há Dois Anos: MP Pede Explicações
O Corinthians pagou R$ 6,9 milhões à empresa Incentiva para administrar o programa Fiel da Sorte, mas os sorteios não foram divulgados nos últimos dois anos. O Ministério Público investiga a relação entre os pagamentos à Incentiva e a retirada de R$ 3,4 milhões em espécie do clube.
O programa Fiel da Sorte foi lançado na administração do ex-presidente Duílio Monteiro Alves e prometia entregar prêmios e experiências a sócios-torcedores, como conhecer a arena de Itaquera. O sorteio era por meio de raspadinhas, mas o nome "raspadinha" está registrado, então a empresa usou "Rabiscadinhas".
O Corinthians seguiu pagando à Incentiva sem saber se os sorteios continuavam e se os prêmios eram entregues. Agora, o clube rompeu o acordo e exige R$ 3 milhões por quebra de contrato. A promotoria investiga se o Fiel da Sorte tem ligação com a retirada de mais de R$ 3,4 milhões, em espécie, do clube por parte de funcionário que trabalhou nas administrações do ex-presidente Duílio Monteiro Alves e do atual presidente Andrés Sanchez Cosme Rímoli.
A Incentiva foi investigada e descobriu-se que a empresa tem apenas R$ 50 mil em patrimônio e o Corinthians como único cliente. O acordo com a Incentiva era maravilhoso para a empresa, pois o clube pagava R$ 3,75 a cada novo sócio-torcedor corintiano, a partir de abril de 2023. Por isso, as mensalidades não paravam de crescer.
Os ex-presidentes envolvidos com as Rabiscadinhas se pronunciaram. Duílio Monteiro Alves disse que o contrato com a empresa Incentiva tinha como objetivo o incremento de novas receitas através da venda de novos planos do Fiel Torcedor. Osmar Stábile também respondeu por nota oficial, confirmando que pagou à Incentiva entre junho de 2025 e abril de 2026.
O clube quer R$ 3 milhões por ressarcimento do não cumprimento do contrato por parte da empresa. O Ministério Público quer esclarecimentos totais dessa estranha transação até dez dias. A linha de investigação tem séria desconfiança de que a Fiel da Sorte possa estar ligada aos saques em dinheiro, sem comprovantes, no valor de R$ 3,4 milhões por funcionário que trabalhou nas administrações do ex-presidente Duílio Monteiro Alves e do atual presidente Andrés Sanchez Cosme Rímoli.
A situação pode ficar complicada para Osmar Stábile, que é atualmente presidente do Corinthians. Duílio Monteiro Alves renunciou ao cargo de conselheiro e de sócio remido. Augusto Melo foi expulso do Corinthians.
A investigação é realizada pelo Ministério Público e pode levar à apreciação da Comissão de Ética do Conselho Deliberativo. O Corinthians tem dez dias para se posicionar.
A Incentiva foi de diversos sócios, desde que o negócio foi fechado. O dono atual mora em Alagoas. A sede da empresa é em Santana do Parnaíba, em São Paulo.
Com informacoes de R7 Esportes.

