Christiane Torloni, 69, fala sobre a dor da perda do filho e encontra paz no surfe
Christiane Torloni, que está prestes a completar 70 anos, revisita uma das experiências mais dolorosas de sua vida ao falar sobre a morte de seu filho Guilherme, ocorrido em 1991, quando o menino tinha 12 anos, em um acidente de carro na garagem de sua própria casa.
Em entrevista ao O Globo, a atriz declarou: “Passei pela maior provação de uma mãe. Naquele momento, a vida ficou em jogo”.
Atualmente em cartaz no Rio de Janeiro com a peça “Dois de Nós”, de Gustavo Pinheiro, Christiane interpreta uma personagem que também vive um grande impacto emocional. A montagem, dirigida por José Possi Neto, conta com Antonio Fagundes no elenco, grande amigo da atriz, o que aprofunda ainda mais a conexão entre a vida real e a ficção teatral.
Após a tragédia, a reconstrução da existência de Christiane não foi rápida nem terminou com o passar dos anos. “Recuperar o sentido de viver depois de ter perdido um filho foi um trabalho muito delicado. A reconstrução desse caminho é enorme, e não termina nunca: todos os dias assino meu leasing com a vida”, explicou, indicando que o processo de seguir em frente é uma escolha renovada diariamente.
Na época, a atriz recebeu inúmeras cartas e mensagens de carinho de pessoas próximas e desconhecidas, que se tornaram uma importante fonte de apoio. “As pessoas só escreviam cartas, lembro-me de ter ficado impressionada com as demonstrações de afeto que recebi para não desistir, porque havia esse risco”, recordou.
Guilherme era filho de Christiane com o diretor Dennis Carvalho, que faleceu em 2026. O relacionamento entre os dois fez parte de uma das fases da vida pessoal da atriz, que já foi casada publicamente quatro vezes. Sobre seus casamentos, Christiane brincou: “Quatro vezes são os casamentos públicos, né? Os que deixo que saibam. O resto tem de ser secreto e divertido”.
Em busca de novas formas de liberdade, a atriz encontrou no surfe uma atividade que lhe traz tranquilidade. Ela conta que sempre quis praticar o esporte, mas sua mãe não permitia quando era mais jovem. Agora, o contato com o mar se transformou em “regeneração”. “Estou aprendendo a ler a onda. É zen”, afirma.
Christiane também comenta sobre o etarismo e a forma como a sociedade enxerga o envelhecimento, sobretudo das mulheres. “O colágeno vai embora, mas outras coisas melhoram. O sexo vai ficando uma coisa maravilhosa. Quando a gente é jovem, sabe pouco”, disse, ressaltando que a passagem do tempo pode trazer descobertas e prazer.
Com 69 anos, a atriz continua trabalhando intensamente, entre o palco, o mar e as lembranças de uma trajetória marcada por perdas, recomeços e momentos de intensa felicidade, demonstrando disposição para experimentar novas experiências e desafiar preconceitos relacionados à idade.
Com informacoes de Terra.

