Chang'e-7 se prepara para lançamento lunar e InnoSpace testa foguete suborbital em Alcântara
A agência espacial chinesa programou o lançamento da missão Chang'e-7 para a madrugada de segunda‑feira, dia 24, horário local (correspondente à noite de domingo no horário de Brasília). O disparo acontecerá a bordo do foguete Long March 5 Y14, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Wenchang, na China. Os equipamentos da sonda foram transportados ao local de lançamento em abril.
Chang'e-7 carregará um conjunto integrado de veículos: um orbitador, um módulo de pouso, um rover, um hopper (veículo saltador) e diversos experimentos científicos de origem internacional, inclusive uma carga patrocinada pelos Estados Unidos. O módulo de pouso tem como alvo a região adjacente à borda da cratera Shackleton, no polo sul da Lua.
Após o lançamento, o orbitador deverá circular a Lua por alguns meses antes de liberar o módulo de pouso, cuja tentativa de aterrissagem está prevista para o final do ano. Entre os objetivos científicos está a investigação da presença de gelo de água em áreas permanentemente ou quase permanentemente sombreadas do polo sul lunar. O hopper, ao ser liberado, deverá saltar entre áreas iluminadas e crateras sombreadas, utilizando tecnologia de absorção ativa de impactos para pousar em terrenos inclinados.
James Head, cientista lunar da Brown University, classificou a Chang'e-7 como “a missão lunar robótica mais ambiciosa, abrangente e complexa já tentada por qualquer nação ou entidade”. Já Zhang Jingbo, porta‑voz da Agência Espacial Tripulada da China (CMSA), ressaltou que a missão reunirá a experiência acumulada ao longo de décadas para viabilizar o primeiro pouso tripulado chinês até 2030.
Ye Peijian, membro da Academia Chinesa de Ciências, declarou à CCTV que a China pretende buscar água lunar por meio de múltiplos métodos, desde a análise da superfície até a exploração do interior das crateras.
A Chang'e-7 contará com instrumentos de parceiros internacionais: o PmL‑Ch7, desenvolvido pela Academia Russa de Ciências, será usado para detectar poeira lunar; além disso, há tecnologias provenientes dos Estados Unidos, Itália, Bahrein, Egito, Tailândia e Suíça.
Esta missão será seguida pela Chang'e-8, programada para 2028, que testará tecnologias de construção de estruturas e habitats a partir do solo lunar, contribuindo para a Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS), projeto chinês de exploração em múltiplas fases.
Paralelamente, a sul‑coreana InnoSpace realizou, na tarde de quarta‑feira, 19 de agosto, o primeiro voo de teste do foguete suborbital SEBIT no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, às 16h30 (horário de Brasília). O veículo de estágio único, alimentado por um motor híbrido de três toneladas, iniciou a ignição sem anomalias e decolou, mas apresentou desvio em relação à trajetória planejada durante a subida.
De acordo com comunicado da Agência Espacial Brasileira (AEB), a Força Aérea Brasileira (FAB) acionou o Sistema de Terminação de Voo (FTS) para interromper a missão e garantir a segurança da operação. O teste tinha como objetivo avaliar a estabilidade do foguete em voo, validar seus sistemas em condições reais e coletar dados para as próximas etapas do programa.
Com informacoes de Olhar Digital.

