Campinas registra 152 mm de chuva nos primeiros 10 dias de setembro, estabelecendo recorde histórico do Cepagri
Campinas acumulou 152 milímetros de precipitação nos primeiros dez dias de setembro, valor que se destaca como o maior já registrado para o mês na série histórica do Cepagri, iniciada em 1991.
Esse total ultrapassa o antigo recorde de 148 milímetros registrado em setembro de 2015 e representa quase duas vezes e meia a média histórica de 62 milímetros para o mesmo período.
De acordo com o meteorologista Bruno Bainy, a intensidade incomum das chuvas decorre da combinação de frentes frias que atuaram na primeira semana e da ação de ventos fortes em altitudes elevadas da troposfera, que intensificam os movimentos ascendentes responsáveis pela formação de nuvens de chuva e tempestade.
As previsões já apontavam para um setembro mais úmido que o habitual, sobretudo na primeira quinzena, porém não antecipavam um desvio tão expressivo em relação ao padrão histórico. Uma nova frente fria prevista para chegar na sexta‑feira, 11 de setembro, deve manter o regime de chuvas até segunda‑feira, 14 de setembro.
Segundo o Cepagri, apenas dois dos dez dias analisados não registraram precipitação. O pico de volume ocorreu na quinta‑feira, 10 de setembro, quando foram registrados 64 milímetros, número que supera a média histórica de 62 milímetros para esse intervalo.
A forte precipitação da tarde de 10 de setembro provocou o alagamento de um centro de saúde e gerou goteiras em duas escolas municipais: a Escola Municipal de Ensino Fundamental Corrêa de Mello, localizada no Parque Dom Pedro II, e o Centro de Educação Infantil Mayara Masson Christofoletti, no Jardim do Lago Continuação. Em ambas as unidades, os alunos foram realocados para outras salas e as atividades continuaram normalmente. A Secretaria de Educação enviou equipes de manutenção para efetuar os reparos necessários.
Goteiras também foram constatadas nos centros de saúde do Jardim Guanabara e Boa Esperança, situados na Vila Brandina. A gestão municipal está reorganizando os atendimentos e mobilizando a equipe de manutenção da Secretaria de Saúde para as intervenções.
Um ônibus da linha BRT 11, que atende a região do Vida Nova, apresentou infiltrações internas devido à chuva, conforme relatos e vídeos enviados por passageiros à EPTV. Em nota, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) informou que vai intensificar a fiscalização para identificar o veículo, já que não há informação de prefixo, e que o procedimento padrão prevê a retirada do coletivo de operação para reinspeção completa e reparo imediato.
O Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano e Urbano de Passageiros da Região Metropolitana de Campinas (Setcamp) declarou que a operadora ainda não havia sido notificada, mas que a situação será verificada imediatamente. O sindicato acrescentou que, frequentemente, a origem das goteiras é um alçapão aberto pelos usuários que não foi fechado ao iniciar a chuva, e que, se necessário, o ônibus será recolhido e substituído por outro veículo na escala.
Foram registrados quatro alagamentos de imóveis nos seguintes endereços: Parque Santa Bárbara (Norte) – Rua Charles Benjamim Macfadden; Jardim Yeda (Sudoeste) – Rua Antônio da Silva; Jardim Santa Rosa (Noroeste) – Rua Geraldo Pereira de Amorim; e Jardim Chapadão (Norte) – Avenida Luis Smânio.
Além dos alagamentos, um galho de árvore caiu na Chácara Primavera (Leste), na Rua Miosótis, e um imóvel foi apontado como situação de risco no Parque Residencial Vila União (Sudoeste), na Rua Dusolina Leone Tornieux.
Com informacoes de G1.

