Campinas registra 152 mm de chuva nos primeiros 10 dias de setembro, estabelecendo recorde histórico do Cepagri

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 11/09/2026 05:20
Campinas registra 152 mm de chuva nos primeiros 10 dias de setembro, estabelecendo recorde histórico do Cepagri

Foto: via G1

Campinas acumulou 152 milímetros de precipitação nos primeiros dez dias de setembro, valor que se destaca como o maior já registrado para o mês na série histórica do Cepagri, iniciada em 1991.

Esse total ultrapassa o antigo recorde de 148 milímetros registrado em setembro de 2015 e representa quase duas vezes e meia a média histórica de 62 milímetros para o mesmo período.

De acordo com o meteorologista Bruno Bainy, a intensidade incomum das chuvas decorre da combinação de frentes frias que atuaram na primeira semana e da ação de ventos fortes em altitudes elevadas da troposfera, que intensificam os movimentos ascendentes responsáveis pela formação de nuvens de chuva e tempestade.

As previsões já apontavam para um setembro mais úmido que o habitual, sobretudo na primeira quinzena, porém não antecipavam um desvio tão expressivo em relação ao padrão histórico. Uma nova frente fria prevista para chegar na sexta‑feira, 11 de setembro, deve manter o regime de chuvas até segunda‑feira, 14 de setembro.

Segundo o Cepagri, apenas dois dos dez dias analisados não registraram precipitação. O pico de volume ocorreu na quinta‑feira, 10 de setembro, quando foram registrados 64 milímetros, número que supera a média histórica de 62 milímetros para esse intervalo.

A forte precipitação da tarde de 10 de setembro provocou o alagamento de um centro de saúde e gerou goteiras em duas escolas municipais: a Escola Municipal de Ensino Fundamental Corrêa de Mello, localizada no Parque Dom Pedro II, e o Centro de Educação Infantil Mayara Masson Christofoletti, no Jardim do Lago Continuação. Em ambas as unidades, os alunos foram realocados para outras salas e as atividades continuaram normalmente. A Secretaria de Educação enviou equipes de manutenção para efetuar os reparos necessários.

Goteiras também foram constatadas nos centros de saúde do Jardim Guanabara e Boa Esperança, situados na Vila Brandina. A gestão municipal está reorganizando os atendimentos e mobilizando a equipe de manutenção da Secretaria de Saúde para as intervenções.

Um ônibus da linha BRT 11, que atende a região do Vida Nova, apresentou infiltrações internas devido à chuva, conforme relatos e vídeos enviados por passageiros à EPTV. Em nota, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) informou que vai intensificar a fiscalização para identificar o veículo, já que não há informação de prefixo, e que o procedimento padrão prevê a retirada do coletivo de operação para reinspeção completa e reparo imediato.

O Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano e Urbano de Passageiros da Região Metropolitana de Campinas (Setcamp) declarou que a operadora ainda não havia sido notificada, mas que a situação será verificada imediatamente. O sindicato acrescentou que, frequentemente, a origem das goteiras é um alçapão aberto pelos usuários que não foi fechado ao iniciar a chuva, e que, se necessário, o ônibus será recolhido e substituído por outro veículo na escala.

Foram registrados quatro alagamentos de imóveis nos seguintes endereços: Parque Santa Bárbara (Norte) – Rua Charles Benjamim Macfadden; Jardim Yeda (Sudoeste) – Rua Antônio da Silva; Jardim Santa Rosa (Noroeste) – Rua Geraldo Pereira de Amorim; e Jardim Chapadão (Norte) – Avenida Luis Smânio.

Além dos alagamentos, um galho de árvore caiu na Chácara Primavera (Leste), na Rua Miosótis, e um imóvel foi apontado como situação de risco no Parque Residencial Vila União (Sudoeste), na Rua Dusolina Leone Tornieux.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

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