BYD apresenta picape híbrida Mako pronta para enfrentar Fiat Toro, Volkswagen Tukan e RAM Rampage
A BYD expôs, na terça-feira (25), a versão concluída da sua nova picape Mako, programada para ser lançada no Brasil no ano que vem e destinada a concorrer diretamente com a Fiat Toro, a Volkswagen Tukan e a RAM Rampage. A produção será realizada na fábrica de Camaçari, na Bahia.
O veículo foi apresentado em detalhes pela primeira vez durante o Festival Interlagos, realizado no autódromo de São Paulo entre 28 e 30 de agosto. Antes disso, um protótipo havia sido exibido em um evento em Ribeirão Preto (SP) no final de abril deste ano.
Durante o festival, o protótipo trouxe a mesma suspensão utilizada no BYD Song Pro, híbrido plug‑in que integra os cinco modelos eletrificados mais vendidos no país. Essa escolha favorece o conforto em ambientes urbanos, ainda que possa reduzir a capacidade de carga da picape.
Embora o modelo exibido esteja em estágio avançado, ele ainda permanece como protótipo e difere da versão que será comercializada. Entre as diferenças, a pintura final está coberta por adesivos que envelopam toda a carroceria; os dados técnicos ainda não foram definidos e podem sofrer alterações até o lançamento; alguns recursos, como os sistemas de assistência ao motorista, sensores de estacionamento e câmeras, estavam inoperantes; e o interior estava protegido por uma película de couro que ocultava detalhes de acabamento.
A impressão geral da equipe de reportagem foi de que a Mako se aproxima mais das dimensões da Fiat Toro do que de veículos como a RAM 1500, Ford Ranger ou Toyota Hilux, posicionando‑se ainda acima da Fiat Strada em todos os aspectos.
Nos testes de condução, a direção apresentou sensação de peso excessivo, tanto em altas velocidades quanto em trechos de baixa aceleração, como nas áreas de boxes. A equipe da BYD não confirmou se esse comportamento decorre de falta de calibração do protótipo ou se será mantido na versão final.
Ao contrário da direção, a suspensão demonstrou comportamento típico de carro urbano: a cabine mostrou pouca flexibilidade em acelerações bruscas, frenagens intensas e curvas em alta velocidade, indicando um ajuste voltado para conforto em uso citadino.
Observou‑se, pela lateral da picape, um segundo bocal que confirma a natureza plug‑in híbrida do modelo. No painel, não constava a autonomia elétrica em quilômetros, mas indicava 29% de carga nas baterias e autonomia combinada de 977 km.
Quando o pedal do acelerador foi pressionado ao máximo, o conjunto motriz entregou desempenho semelhante ao do BYD Song Pro, que combina um motor 1.5 turbo com um propulsor elétrico, resultando em 219 cv de potência combinada e 30,6 kgfm de torque. Como a Mako foi projetada para transportar cargas maiores, espera‑se que os números de torque sejam ajustados para valores superiores.
Em termos de posicionamento de mercado, as dimensões da Mako a diferenciam da BYD Shark, que é uma picape de porte médio, enquanto a Mako se enquadra como compacta. Apesar de a Shark estar no mercado há quase dois anos, ela não obteve sucesso significativo no Brasil. Dados da Fenabrave de 2026 mostram que, entre janeiro e julho, foram emplacadas apenas 415 unidades zero km da Shark, representando 1,5% das 26.732 unidades zero km da Toyota Hilux no mesmo período e 10,5% das 3.921 unidades da GWM Poer P30 da concorrente chinesa.
Até o momento, a BYD não divulgou o preço oficial da Mako.
Com informacoes de G1.

