BTG Pactual lança DINF11, primeiro ETF híbrido de infraestrutura com apoio de R$ 200 mi do BNDES

Por Ronaldo Batista Souza em Rio Verde, GO 02/09/2026 08:34
BTG Pactual lança DINF11, primeiro ETF híbrido de infraestrutura com apoio de R$ 200 mi do BNDES

Foto: btg-pactual/efe

Na quarta‑feira (2), a BTG Pactual Asset Management inaugurou na B3 o DINF11, o primeiro ETF híbrido focado em infraestrutura no Brasil, que reúne ações e debêntures incentivadas isentas de Imposto de Renda para pessoa física.

O fundo replica o Índice Teva Infraestrutura Híbrido, permitindo a compra de cotas a partir de R$ 10, e representa a primeira vez que um ETF combina renda variável e fixa dentro do mesmo produto setorial.

O lançamento recebeu o aval do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em novembro do ano passado, o BNDES abriu edital para investir até R$ 1 bilhão em cinco ETFs de infraestrutura; o DINF11 foi um dos selecionados e conta com um aporte garantido de R$ 200 milhões, que será alocado progressivamente.

O índice que norteia o DINF11 destina 80 % dos recursos a ações de empresas ligadas a energia elétrica, saneamento, concessões rodoviárias e outros segmentos de infraestrutura, enquanto os 20 % restantes são aplicados em debêntures incentivadas ou em títulos do Tesouro IPCA+.

Na composição acionária, o fundo traz 16 empresas, entre elas Axia (AXIA3), Motiva (MOTV3) e Allos (ALOS3), além de outras companhias que operam nos principais projetos de infraestrutura nacional.

A parcela de renda fixa inclui mais de 230 debêntures incentivadas, que, por serem emitidas para financiar grandes obras, são isentas de Imposto de Renda para o investidor pessoa física.

Para garantir diversificação, o regulamento impede que um único emissor represente mais de 3,33 % da carteira de debêntures e limita a participação de cada ação a no máximo 10 % do total. O fundo aceita cotas de investidores pessoa física e institucional, cobra taxa de administração de 0,20 % ao ano e aplica IR de 15 % na venda, retido na fonte. Não há cobrança de IOF nem de come‑cotas.

Os ETFs têm se expandido rapidamente no país, ultrapassando a marca de 200 fundos listados na B3. A BTG Asset, que já havia lançado a megaoferta de Fiagro de até R$ 20 bilhões em agosto, demonstra a mesma estratégia de ampliar a oferta de produtos inovadores. Em dezembro de 2024 a gestora administrava R$ 1 bilhão em ETFs; esse volume saltou para R$ 20 bilhões em junho deste ano. No mês anterior, a mesma equipe introduziu o AMAB11, primeiro fundo de índice dedicado ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Com o DINF11, a expectativa da BTG é possibilitar que investidores contribuam para o financiamento de projetos de infraestrutura essenciais ao crescimento econômico brasileiro, ao mesmo tempo em que diversificam suas carteiras com um aporte acessível.

Com informacoes de Seu Dinheiro.

Ronaldo Batista Souza

Sobre o Autor: Ronaldo Batista Souza

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