BTG Pactual lança DINF11, primeiro ETF híbrido de infraestrutura com apoio de R$ 200 mi do BNDES
Na quarta‑feira (2), a BTG Pactual Asset Management inaugurou na B3 o DINF11, o primeiro ETF híbrido focado em infraestrutura no Brasil, que reúne ações e debêntures incentivadas isentas de Imposto de Renda para pessoa física.
O fundo replica o Índice Teva Infraestrutura Híbrido, permitindo a compra de cotas a partir de R$ 10, e representa a primeira vez que um ETF combina renda variável e fixa dentro do mesmo produto setorial.
O lançamento recebeu o aval do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em novembro do ano passado, o BNDES abriu edital para investir até R$ 1 bilhão em cinco ETFs de infraestrutura; o DINF11 foi um dos selecionados e conta com um aporte garantido de R$ 200 milhões, que será alocado progressivamente.
O índice que norteia o DINF11 destina 80 % dos recursos a ações de empresas ligadas a energia elétrica, saneamento, concessões rodoviárias e outros segmentos de infraestrutura, enquanto os 20 % restantes são aplicados em debêntures incentivadas ou em títulos do Tesouro IPCA+.
Na composição acionária, o fundo traz 16 empresas, entre elas Axia (AXIA3), Motiva (MOTV3) e Allos (ALOS3), além de outras companhias que operam nos principais projetos de infraestrutura nacional.
A parcela de renda fixa inclui mais de 230 debêntures incentivadas, que, por serem emitidas para financiar grandes obras, são isentas de Imposto de Renda para o investidor pessoa física.
Para garantir diversificação, o regulamento impede que um único emissor represente mais de 3,33 % da carteira de debêntures e limita a participação de cada ação a no máximo 10 % do total. O fundo aceita cotas de investidores pessoa física e institucional, cobra taxa de administração de 0,20 % ao ano e aplica IR de 15 % na venda, retido na fonte. Não há cobrança de IOF nem de come‑cotas.
Os ETFs têm se expandido rapidamente no país, ultrapassando a marca de 200 fundos listados na B3. A BTG Asset, que já havia lançado a megaoferta de Fiagro de até R$ 20 bilhões em agosto, demonstra a mesma estratégia de ampliar a oferta de produtos inovadores. Em dezembro de 2024 a gestora administrava R$ 1 bilhão em ETFs; esse volume saltou para R$ 20 bilhões em junho deste ano. No mês anterior, a mesma equipe introduziu o AMAB11, primeiro fundo de índice dedicado ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Com o DINF11, a expectativa da BTG é possibilitar que investidores contribuam para o financiamento de projetos de infraestrutura essenciais ao crescimento econômico brasileiro, ao mesmo tempo em que diversificam suas carteiras com um aporte acessível.
Com informacoes de Seu Dinheiro.

