Brasileiros podem usar Pix em viagens ao exterior; veja como funciona
Brasileiros conseguem usar o Pix em viagens ao exterior, principalmente na América do Sul, graças a empresas e bancos que conectam o sistema brasileiro a redes internacionais de pagamentos. Isso permite que as compras sejam concluídas sem a necessidade de dinheiro em espécie ou cartão internacional.
No entanto, o Banco Central ressalta que ainda não existe um Pix Internacional oficial no Brasil. O sistema é considerado um arranjo doméstico, e para que um pagamento seja realizado no exterior, é necessária uma empresa intermediária, responsável por receber o Pix em reais, fazer a conversão cambial e liquidar o valor ao estabelecimento na moeda local.
Atualmente, Chile e Argentina concentram as iniciativas mais avançadas de uso do sistema brasileiro. No Chile, a fintech brasileira PagBrasil lançou, em parceria com a chilena VirtualPOS, uma solução que permite que brasileiros, argentinos e paraguaios paguem compras escaneando um QR Code com o aplicativo do banco que já utilizam em seus países.
A PagBrasil projeta movimentar mais de US$ 10 milhões (R$ 51 milhões) entre junho e setembro deste ano, uma alta de 900% em relação à temporada de inverno anterior. A solução já está presente em hotéis, restaurantes, transporte, locadoras de veículos, lojas e até centros de esqui.
Já na Argentina, a principal iniciativa vem do Banco do Brasil em parceria com o Banco Patagonia. Desde março, brasileiros conseguem realizar pagamentos em cerca de 6.000 estabelecimentos credenciados usando o aplicativo da instituição financeira onde já possuem conta, sem necessidade de baixar outro aplicativo ou realizar cadastro específico.
Ao escanear o QR Code apresentado pelo comerciante, o cliente visualiza a taxa de câmbio antes de confirmar a operação. O débito é feito em reais na conta brasileira, enquanto o estabelecimento recebe em pesos argentinos. Sobre a operação incidem o câmbio e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) previstos na legislação.
Espera-se que o modelo se expanda para outros destinos com grande fluxo de brasileiros. Márcio William, CEO da Remessa Online, acredita que a tendência é que os pagamentos internacionais avancem por meio da conexão entre diferentes infraestruturas financeiras, e não pela criação de um Pix global.
Com informacoes de Folha de S.Paulo.

