Brasileiros podem usar Pix em viagens ao exterior; veja como funciona

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 28/07/2026 06:00
Brasileiros podem usar Pix em viagens ao exterior; veja como funciona

Foto: via Folha de S.Paulo

Brasileiros conseguem usar o Pix em viagens ao exterior, principalmente na América do Sul, graças a empresas e bancos que conectam o sistema brasileiro a redes internacionais de pagamentos. Isso permite que as compras sejam concluídas sem a necessidade de dinheiro em espécie ou cartão internacional.

No entanto, o Banco Central ressalta que ainda não existe um Pix Internacional oficial no Brasil. O sistema é considerado um arranjo doméstico, e para que um pagamento seja realizado no exterior, é necessária uma empresa intermediária, responsável por receber o Pix em reais, fazer a conversão cambial e liquidar o valor ao estabelecimento na moeda local.

Atualmente, Chile e Argentina concentram as iniciativas mais avançadas de uso do sistema brasileiro. No Chile, a fintech brasileira PagBrasil lançou, em parceria com a chilena VirtualPOS, uma solução que permite que brasileiros, argentinos e paraguaios paguem compras escaneando um QR Code com o aplicativo do banco que já utilizam em seus países.

A PagBrasil projeta movimentar mais de US$ 10 milhões (R$ 51 milhões) entre junho e setembro deste ano, uma alta de 900% em relação à temporada de inverno anterior. A solução já está presente em hotéis, restaurantes, transporte, locadoras de veículos, lojas e até centros de esqui.

Já na Argentina, a principal iniciativa vem do Banco do Brasil em parceria com o Banco Patagonia. Desde março, brasileiros conseguem realizar pagamentos em cerca de 6.000 estabelecimentos credenciados usando o aplicativo da instituição financeira onde já possuem conta, sem necessidade de baixar outro aplicativo ou realizar cadastro específico.

Ao escanear o QR Code apresentado pelo comerciante, o cliente visualiza a taxa de câmbio antes de confirmar a operação. O débito é feito em reais na conta brasileira, enquanto o estabelecimento recebe em pesos argentinos. Sobre a operação incidem o câmbio e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) previstos na legislação.

Espera-se que o modelo se expanda para outros destinos com grande fluxo de brasileiros. Márcio William, CEO da Remessa Online, acredita que a tendência é que os pagamentos internacionais avancem por meio da conexão entre diferentes infraestruturas financeiras, e não pela criação de um Pix global.

Com informacoes de Folha de S.Paulo.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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