Bicampeãs olímpicas Sheilla e Fabiana apostam na volta do ouro para Brasil
As bicampeãs olímpicas Sheilla Castro e Fabiana Claudino estão otimistas em relação ao futuro da seleção feminina de vôlei do Brasil. Na semana passada, a equipe conquistou a prata na Liga das Nações, e as duas medalhistas de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e Londres 2012 acreditam que estão no caminho certo para voltar ao lugar mais alto do pódio.
Sheilla e Fabiana compartilharam suas opiniões sobre a atual seleção em um camping de treinamento para jovens jogadoras em Barueri. Elas destacaram a evolução da equipe e o crescimento das jogadoras. "A seleção feminina está vindo super bem. Às vezes, fica essa coisa da medalha, mas é tudo um processo. O que elas estão apresentando como equipe, como evolução. A gente passou por esse processo, então a gente sabe que tem um momento que vai dar certo, vai chegar, vão estar em primeiras no pódio," afirmou Fabiana.
Sheilla também elogiou as jogadoras Júlia Bergmann, Ana Cristina e Luzia, que foram fundamentais para a conquista da prata na Liga das Nações. "Fiquei muito orgulhosa do que elas construíram e de como elas cresceram. Falo até da Júlia Bergmann, que jogou bem do início ao final, primeira vez realmente assumindo toda a responsabilidade, a Aninha, que a gente sabe que é um fenômeno e uma menina muito forte, e todo mundo que está aparecendo," disse Sheilla.
As duas bicampeãs olímpicas também compartilharam suas reflexões sobre a derrota nas quartas de final das Olimpíadas Rio 2016. Sheilla lamentou a perda do terceiro ouro seguido na Rio 2016, enquanto Fabiana relembrou a derrota psicologicamente puxada e destacou a importância da experiência para a formação da próxima geração.
Sheilla e Fabiana estão agora dedicadas a formar a próxima geração de jogadoras de vôlei, com um projeto voltado para jovens jogadoras que começou em Barueri. Eles sonham que atinja o Brasil todo e continuam com a a expectativa de ver as brasileiras com um ouro no peito de novo.
"Ainda dói igual, claro que dói, se eu lembrar vai doer igual. Voltei no tempo para tentar ganhar? Não consigo fazer isso. A China estava melhor naquele dia, naquele momento, e foi campeã olímpica. Infelizmente, não conseguimos aquele ouro, seria o terceiro ouro nosso, mas tem muitas coisas para acontecer e a gente ser tri, tetra, penta," disse Sheilla.
As duas bicampeãs olímpicas continuam acreditando no futuro da seleção feminina de vôlei do Brasil e incentivam as novas gerações a se tornarem grandes mulheres com a ajuda do vôlei.
Com informacoes de ge.

