BepiColombo separa módulo Mercury Transfer após quase oito anos de voo

Por Cosmo Ricardo Nunes em Rio Verde, GO 03/09/2026 14:31
BepiColombo separa módulo Mercury Transfer após quase oito anos de voo

Foto: via Olhar Digital

A missão BepiColombo atingiu um marco decisivo nesta quinta-feira (3), ao separar o módulo Mercury Transfer Module (MTM) após quase oito anos navegando pelo Sistema Solar interno.

A separação foi confirmada pela Agência Espacial Europeia (ESA) às 10h52 (horário de Brasília), quando as antenas da rede Estrack em Cebreros, Espanha, e Malargüe, Argentina, captaram o sinal da sonda. A telemetria mostrou que todos os sistemas estavam operando normalmente e que os painéis solares do orbitador da ESA, o Mercury Planetary Orbiter (MPO), estavam carregando as baterias.

Esse procedimento faz parte da chamada fase de chegada de BepiColombo, uma missão conjunta da ESA e da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA). O conjunto transporta dois veículos científicos: o Mercury Planetary Orbiter (MPO) da ESA e o Mercury Magnetospheric Orbiter (MIO) da JAXA, que serão os primeiros orbitadores a operar simultaneamente ao redor de Mercúrio.

Antes da confirmação definitiva, a equipe detectou às 9h41 (horário de Brasília) um sinal preliminar de Doppler compatível com a sequência planejada para a separação do MTM, indicando variação na frequência de rádio causada por mudanças na velocidade da espaçonave. A confirmação completa dependia da recepção de um sinal do MPO, prevista para aproximadamente 10h53 (horário de Brasília). Embora a separação já fosse esperada às 9h00, a equipe aguardava a confirmação por comunicação direta.

Com o MTM já separado, os dois orbitadores seguem rumo à inserção orbital em Mercúrio, prevista para 21 de novembro de 2026. Entre 9 e 10 de dezembro de 2026, o MPO e o MIO deverão se separar, permanecendo o MPO responsável por fornecer energia ao conjunto até então. A fase científica da missão está programada para iniciar em abril de 2027.

A ESA ressaltou que a operação exigiu planejamento, navegação e comandos precisos, já que foi realizada a mais de 200 milhões de quilômetros da Terra, impossibilitando qualquer intervenção em tempo real.

Com informacoes de Olhar Digital.

Cosmo Ricardo Nunes

Sobre o Autor: Cosmo Ricardo Nunes

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