ANVISA aprova primeira semaglutida genérica no Brasil e abre caminho para canetas mais acessíveis
ANVISA aprovou o primeiro medicamento genérico contendo semaglutida no país, destinado ao tratamento do diabetes tipo 2 e ao controle de peso.
O registro foi concedido à EMS, empresa farmacêutica brasileira, permitindo a comercialização de uma caneta genérica que utiliza a mesma molécula das marcas Ozempic e Wegovy.
Segundo o endocrinologista José Afonso Sallet, especialista em obesidade e doenças metabólicas, a novidade deve ampliar o acesso ao tratamento, pois os genéricos costumam ter preço até 35 % inferior ao do medicamento de referência.
Sallet explicou que, para ser considerado genérico, o produto precisa comprovar bioequivalência, ou seja, possuir a mesma substância ativa, eficácia e segurança do medicamento original. O que pode variar são aspectos como o design da caneta ou a facilidade de manuseio.
Quanto à troca da caneta atual pela versão genérica, o médico alerta que a substituição não deve ser feita de forma automática; é imprescindível a orientação médica para ajustar dose, frequência e eventuais adaptações.
Em relação a outras moléculas disponíveis, Sallet destacou que a liraglutida requer aplicação diária e tem menor potência na perda de peso; a dulaglutida é administrada semanalmente, facilitando a adesão, mas apresenta perfil de eficácia distinto; já a tirzepatida atua em dois receptores (GLP‑1 e GIP) e tem apresentado resultados superiores em alguns ensaios de emagrecimento.
O especialista ainda comentou sobre a chamada “Bebê Mounjaro”, referindo‑se ao efeito da caneta emagrecedora em gestantes, citando o caso da influenciadora Laís Caldas, embora ressalte a necessidade de cautela e acompanhamento médico.
Com informacoes de Gshow.

