Ancelotti quer reformular a Seleção, mas falta nova geração de talentos

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 06/09/2026 18:01
Ancelotti quer reformular a Seleção, mas falta nova geração de talentos

Foto: via UOL

Carlo Ancelotti percorreu a Europa nos últimos dias com o objetivo de montar uma nova seleção brasileira para o ciclo preparatório da Copa do Mundo‑2030, prometendo focar em uma nova geração de jogadores.

Entretanto, o treinador italiano reconhece que, no momento, não há material humano suficiente para promover uma reformulação tão profunda sem comprometer a qualidade da equipe, já que a premissa básica de "convocar os melhores" ainda se impõe.

Ao observar o início da temporada nos clubes europeus e o andamento do Brasileirão, fica claro que a Seleção ainda não dispõe de condições para uma metamorfose completa na primeira Data FIFA após a eliminação nas oitavas de final do último Mundial.

Entre os nomes que ainda figuram como pilares da atual geração estão Raphinha, do Barcelona, que integra a Seleção há cinco anos e disputou as duas últimas Copas; João Pedro, do Chelsea; Bremer, da Juventus; e Wesley, da Roma. Todos participaram do último ciclo brasileiro, mas não representam uma renovação de elenco, embora apenas o zagueiro tenha participado do recente torneio da FIFA.

Os principais candidatos à "geração 2030", Endrick, do Real Madrid, e Estêvão, do Chelsea, enfrentam dificuldades neste início de temporada: Endrick ainda não estreou por questões físicas, e Estêvão tem sido reserva na equipe inglesa. Mesmo Rayan, do Bournemouth, que aparece nas listas recentes de Ancelotti, não constitui uma renovação, pois já esteve envolvido nos convites anteriores.

No cenário nacional, a busca por novos talentos também se mostra limitada. Os grandes nomes do Brasileirão‑2026 são em sua maioria estrangeiros – Flaco López, Kevin Viveros, Gustavo Gómez e Giorgian de Arrascaeta – ou jogadores que já tiveram oportunidades na Seleção, como Pedro, Samuel Lino e Carlos Vinícius.

Algumas caras realmente novas podem ser consideradas para a convocação desta semana, como o ex‑palmeirense Allan, recém‑contratado pelo Manchester City, o corintiano Breno Bidon e algum lateral novato, porém são poucos e ainda não superam os nomes que ocupam suas posições atualmente.

O calendário da FIFA para o ciclo da Copa‑2030 traz como novidade a união dos períodos de setembro e outubro em uma única janela, denominada Super Data FIFA de 2026, que ocorrerá de 21 de setembro a 6 de outubro, totalizando 16 dias corridos e permitindo até quatro jogos oficiais, como a rodada quádrupla da Liga das Nações da UEFA.

Dentro desse período, o Brasil disputará dois amistosos contra a Austrália, nos dias 25 e 29 de setembro, e um contra a Índia, em 3 de outubro. Após esses compromissos, a Seleção terá mais dois testes em novembro, enfrentando Japão e Singapura, em uma Data FIFA com duração tradicional.

Com informacoes de UOL.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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