Anatomia da Queda: BB‑BI Analisa Desvalorização de 20% do TRXF11 e Destaca Otimismo com o Fundo
O braço de investimentos do Banco do Brasil, BB‑BI, divulgou novo parecer sobre o fundo imobiliário TRX Real Estate (código TRXF11) após a desvalorização de aproximadamente 20% nas cotas em um período de um mês, mesmo enquanto o fundo segue com um plano de expansão que pretende torná‑lo o maior FII negociado na bolsa de valores brasileira.
Conforme relatado pela Forbes, que entrevistou analistas sell‑side e representantes da própria TRX, o processo de agigantamento do TRXF11 tem gerado cautela no mercado, embora o objetivo seja consolidar o fundo como o maior da B3.
Os analistas do BB‑BI apontam três fatores que, segundo eles, explicam a queda das ações: o ambiente macroeconômico desfavorável, a baixa geral do mercado de FIIs e a percepção de que o ritmo acelerado de crescimento pode estar priorizando a expansão em detrimento dos interesses dos cotistas minoritários.
“No fim, como a taxa de administração do TRXF11 é baseada no valor de mercado do fundo, alguns investidores questionam se o crescimento foi em benefício próprio ou realmente pensado no cotista. O mercado parece ter interpretado que a oferta priorizou o crescimento a qualquer custo e deixou o cotista minoritário em segundo plano”, observa André Oliveira, analista de FIIs do BB‑BI. “Ainda assim, vale observar também o outro lado da moeda: em ambiente de juros altos, os imóveis tendem a ser avaliados por preços mais baixos e os contratos de locação podem estar subavaliados. Se os juros cederem no médio e longo prazo, a expectativa é de valorização patrimonial desses ativos acima da média do mercado, justamente por serem ativos considerados irreplicáveis e premium”.
Apesar do crescimento bilionário do TRXF11, os analistas mantêm a tese do fundo intacta, destacando que a estratégia permanece focada na aquisição, desenvolvimento e venda de imóveis locados a grandes empresas, preferencialmente com contratos de longo prazo e forte solidez.
Anteriormente, o fundo concentrava-se em ativos de renda urbana e varejo, setores mais sensíveis à conjuntura econômica e aos juros de dois dígitos. Agora, a nova parcela da carteira funciona como proteção, composta por ativos de altíssima qualidade e potencial de valorização patrimonial ao longo do tempo, enquanto a parte tática continua em ativos menores, mais líquidos e de varejo ou renda urbana, que podem ser vendidos rapidamente para compor a base de rendimentos.
O BB‑BI entende que a pressão vendedora está mais relacionada ao excesso de cotas circulando no mercado secundário, proveniente de investidores institucionais, do que a questões ligadas às aquisições recentes de imóveis.
No evento TRX Day, realizado na semana passada, os gestores do fundo explicaram que as compras de imóveis pagas com cotas do TRXF11 agora contam com lock‑up médio de 45 dias e um limite médio de até 7% do volume diário negociado por vendedor. Essas condições são mais restritivas que a oferta anterior de R$ 3 bilhões, que se encerraria em dezembro.
Forbes Money – Por Que o BTLG11 Pagou R$ 375 Milhões em um Novo Galpão Logístico em Guarulhos; Em Crise, Oncoclínicas (ONCO3) Se Desfaz de Joint Venture na Arábia Saudita por R$ 33,3 Milhões; A Classe Média Está Morando Mais de Aluguel — e Isso Tem Movimentado Bilhões em FIIs e Private Equity; Ibovespa Fecha Estável Aos 167,9 Mil Pontos em Meio a Incertezas Fiscais e Eleitorais; Entre Despejos e Tombo de FIIs, Crise das Casas Bahia Põe sob Pressão 2,5 Milhões de m²; XPLG11 Aluga Galpão para E‑commerce e Reduz Vacância para 3,9%.
Com informacoes de Forbes Brasil.

