Amora Mautner Abre Cobertura com Estilo Inglês e Antiguidades Garimpadas
A diretora artística Amora Mautner aposta na estética maximalista como alimento para a originalidade em sua cobertura carioca, localizada no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro. O desejo de ter mais horizonte levou Amora a se mudar para seu novo endereço, onde encontrou a sonhada amplitude em um prédio em frente ao Jardim de Alah, um parque público tombado que atualmente passa por um projeto de revitalização.
A busca por deleite visual é reflexo de uma vida regida pela arte. Amora sempre planeja suas casas pensando na função dos ambientes e imaginando os melhores enquadramentos. Ela usa inteligentemente a cor preta em paredes, móveis e molduras, solução que traz sensação de profundidade. Além disso, aplica um truque que aprendeu com sua mãe: aumentar a largura e a altura das portas, o que faz o espaço parecer maior.
A estante do living foi desenhada pela arquiteta Márcia Veiga Lima, do escritório Quarto Andar, autora da renovação completa do imóvel. A peça foi feita de chapas metálicas bem finas e pintada de preto, assim como a parede, o que faz com que o móvel praticamente desapareça, deixando apenas o que está exposto em destaque. As prateleiras guardam centenas de títulos acumulados ao longo dos anos e objetos que Amora ama garimpar em feiras de antiguidades pelo mundo, formando um conjunto cheio de vida e história.
Na época da compra do imóvel, há cinco anos, a filha de Amora, Júlia Palmeira, estava no início da adolescência. Após a reforma, a menina ganhou uma ala privativa no segundo piso da cobertura, equipada com sala de estar, copa de apoio e suíte. A obra durou mais de um ano e terminou em 2023. Desde que ficou pronta, a cobertura se tornou o lugar onde Amora encontra sossego em meio a uma rotina intensa de gravações.
Aos domingos, seu dia de descanso, Amora acorda, brinca com as gatas Eva e Pituca, toma café, coloca música para tocar na sala e lê demoradamente. Mais tarde, assiste a filmes e documentários deitada na cama – entre os diretores que considera fundamentais em sua formação estão Robert Bresson, Roy Andersson e Ernst Lubitsch. Amora declara que adora ficar enclausurada e aproveitar seus momentos de abstração.
Segundo a moradora, o apartamento representa a essência do que ela deseja para a próxima fase da vida. Amora já passou dos cinquenta anos e sente que agora não almeja mais nada material. Ela quer tempo para si e novos conhecimentos. Talvez ela se mude para um imóvel menor quando Júlia sair de casa. Talvez se desfaça de algumas coisas, mas por enquanto, a cobertura é o seu refúgio perfeito.
Com informacoes de Casa Vogue.

