Alimentação e Saúde Cardiovascular: O Risco do Desequilíbrio

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 05/08/2026 17:20
Alimentação e Saúde Cardiovascular: O Risco do Desequilíbrio

Foto: via GZH

Quando o assunto é saúde cardiovascular, é comum encontrar uma longa lista de alimentos que devem ser evitados. Porém, não é tão simples assim, nem existe um ‘supervilão’ capaz de carregar sozinho a culpa pelas doenças cardiovasculares. O risco está na combinação de maus hábitos mantidos ao longo dos anos.

O principal problema é o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ricos em sódio, açúcares adicionados, gorduras de baixa qualidade e diversos aditivos. Esses produtos favorecem o desenvolvimento de hipertensão, diabetes, obesidade e alterações do colesterol, que são importantes fatores de risco para doenças cardiovasculares.

A nutróloga Sabrina Guerreiro destaca uma diretriz recente da American Heart Association para melhorar a saúde cardiovascular. ‘É uma orientação que eu sempre adoto: o todo da alimentação deve ser saudável e não faz sentido eleger um grande vilão. O maior risco está no desequilíbrio e no consumo excessivo. Devemos traçar estratégias para diminuir o impacto de alguns alimentos, sem necessariamente banir o consumo’, recomenda.

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil e no mundo. Só este ano, até a primeira semana de junho, o cardiômetro, indicador do número de mortes por doenças cardiovasculares no país, criado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), registrava mais de 176 mil mortes, o equivalente a um óbito a cada 90 minutos.

Atenção com sal, açúcar e gordura na alimentação. Sal aumenta a pressão arterial e favorece a retenção de líquidos, elevando o risco de hipertensão, AVC e insuficiência cardíaca. Açúcar contribui para obesidade, diabetes tipo 2, inflamação e alterações metabólicas que aceleram a aterosclerose. Gordura depende do tipo. As gorduras trans e o excesso de gorduras saturadas podem aumentar o colesterol LDL (“colesterol ruim”), enquanto as gorduras insaturadas exercem efeito protetor.

A qualidade da gordura faz diferença. ‘Não faz sentido excluir as gorduras, pois o nosso corpo precisa delas para funcionar adequadamente. O segredo está em saber escolher as melhores fontes de gorduras saudáveis e benéficas para a saúde cardiovascular e do corpo’, explica o chefe da Unidade Cardiointensiva do Hospital Badim (RJ), José Artur Lopes de Albuquerque.

Com informacoes de GZH.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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