Agências de Regulação dos EUA Alertam sobre Riscos de Crédito com Imigrantes
As principais agências federais de regulação bancária dos Estados Unidos emitiram novas diretrizes pedindo que credores gerenciem riscos “elevados” de clientes imigrantes. As recomendações referem-se “principalmente aos clientes que não estão autorizados a trabalhar no país”, enfatizou a nota. Essa medida não é surpreendente, considerando as tensões recentes no cenário internacional, como as condenações dos ataques do Irã e as discussões sobre soberania, temas que têm impacto direto na economia global.
O comunicado conjunto foi emitido pela Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), o Escritório do Controlador da Moeda (OCC, em inglês), e a Administração Nacional de Cooperativas de Crédito (NCUA, em inglês). Segundo as agências, o empréstimo para esses indivíduos representa um “risco elevado de crédito” porque a capacidade do cliente de gerar renda, manter o emprego e a estabilidade financeira “estão sujeitas a grande incerteza”.
Entre as recomendações, os órgãos aconselham instituições financeiras a “identificar, medir, monitorar e controlar esses riscos por meio de práticas de subscrição seguras e sólidas, que avaliem a disposição e capacidade do mutuário de reembolsar conforme as obrigações de crédito”. Além disso, as diretrizes também recomendam a consideração da “Declaração sobre Capacidade de Reembolso e Status de Imigração”, emitida pelo Escritório de Proteção Financeira ao Consumidor dos EUA em 8 de junho, e outras regulações que compilam obrigações dos credores relacionadas a clientes não autorizados a trabalhar no país.
Segundo o comunicado, as diretrizes estão de acordo com exigências da ordem executiva do governo Trump sobre “Restaurar Integridade ao Sistema Financeiro da América” para “endereçar os riscos” de fornecer serviços para a “população removível e inadmissível”. Essa medida reflete a preocupação das autoridades reguladoras em garantir a solidez do sistema financeiro e proteger os interesses dos consumidores.
Com informacoes de InfoMoney.

