Ações da Meta Derretem Após Lucro Bilionário: O Que Mudou?
As ações da Meta, controladora de Instagram, Facebook e WhatsApp, despencam no pré-mercado desta quinta-feira, 30, após a companhia divulgar um lucro bilionário no segundo trimestre de 2026, mas abaixo das expectativas do mercado.
O desempenho foi pressionado pelo forte aumento das despesas. Por volta das 9h, os papéis da Meta caíam 9,59% no pré-mercado de Nova York, cotados a 529,47 dólares. Na véspera, a empresa informou lucro líquido de 15,8 bilhões de dólares, queda de 13,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O lucro por ação — indicador mais acompanhado pelos investidores nos Estados Unidos — ficou em 6,18 dólares, abaixo da projeção de 7,17 dólares dos analistas consultados pela FactSet. Segundo a companhia, o resultado foi impactado pelo avanço de 55% nas despesas em comparação com o segundo trimestre de 2025.
“Esse valor inclui 2,40 bilhões de dólares em encargos relacionados a processos judiciais e 1,18 bilhão de dólares em despesas de rescisão associadas à redução do quadro de funcionários de maio de 2026”, informou a empresa.
Apesar da pressão sobre o lucro, a receita avançou 28% e atingiu 60,8 bilhões de dólares no trimestre, acima da expectativa de 60,2 bilhões de dólares.
Para André Matos, CEO da MA7 Capital, o principal problema do balanço está justamente na escalada dos custos. Segundo ele, a alta de 55% nas despesas reduziu a margem operacional de 43% para 31% em um ano e acabou comprometendo o lucro.
Além disso, a Meta elevou a previsão de investimentos para 2026, que agora varia entre 130 bilhões e 145 bilhões de dólares.
“A leitura do mercado tende a ser de cautela. O investidor entende a aposta em inteligência artificial, mas quer ver retorno financeiro. Enquanto esse retorno não aparecer no lucro, a ação tende a permanecer pressionada”, afirma Matos.
Para os próximos trimestres, o analista avalia que o foco dos investidores deve deixar de ser apenas o crescimento da receita e passar a acompanhar quando os elevados investimentos em inteligência artificial começarão a se converter em expansão de margem e maior rentabilidade.
“A empresa precisa transformar os investimentos em inteligência artificial em ganhos efetivos de resultado, algo que ainda não vem acontecendo nos últimos trimestres”, conclui Matos.
Com informacoes de VEJA.

