A onda do taping: conheça as diferentes técnicas e o que realmente funciona
As fitas adesivas, também conhecidas como taping, foram popularizadas nas redes sociais como aliadas da beleza, da saúde e até da qualidade do sono. No entanto, a ciência não comprova os benefícios duradouros de algumas dessas técnicas.
O taping consiste na aplicação de fitas adesivas específicas sobre a pele com diferentes objetivos. A técnica surgiu no contexto da fisioterapia e da medicina esportiva, mas ganhou novas versões voltadas para estética, recuperação muscular e até hábitos do dia a dia.
O fisioterapeuta Thiago Vilela explica que o taping utilizado na fisioterapia tem indicações bem estabelecidas, como auxílio no controle de edema, suporte muscular e reabilitação, quando aplicado por profissionais capacitados.
Já os demais, impulsionados pelas redes sociais e voltados à estética, ganharam popularidade apesar da falta de evidências científicas que comprovem os benefícios. Nas redes sociais, uma das técnicas que mais viralizaram foi o face taping, em que fitas são aplicadas no rosto para prometer redução de rugas e prevenção do envelhecimento.
A dermatologista Débora Cardial reforça a avaliação de Thiago Vilela e destaca que é fundamental separar essa tendência do taping utilizado na fisioterapia. "O taping utilizado na fisioterapia tem indicações bem estabelecidas. Já o chamado face taping, popularizado nas redes sociais com finalidade estética, ainda carece de evidências científicas robustas que comprovem benefícios duradouros," detalha.
A médica afirma que não há comprovação científica de que o método estimule colágeno, previna rugas ou reverta o envelhecimento cutâneo. O uso inadequado das fitas também pode causar problemas, como irritação, dermatite de contato, vermelhidão, lesões superficiais e comprometimento da barreira cutânea, especialmente em pessoas com pele sensível, rosácea ou dermatite atópica.
É importante lembrar que a ciência é fundamental para avaliar a eficácia de qualquer técnica ou método, e não devemos confiar apenas nas tendências ou recomendações de redes sociais.
Com informacoes de Gshow.

